Opinião
Espanha realiza atualmente mais transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical do que Portugal. Isto acontece essencialmente por duas razões: em Espanha, existe já uma vasta aposta na investigação desta área e na aplicação destas células com potencial terapêutico para diversas patologias; mais amostras de sangue do cordão são crio preservadas, naturalmente devido ao tamanho da população espanhola, mas também porque já foi feito um longo trabalho de explicação aos pais sobre as vantagens da criopreservação das células estaminais dos seus bebés no momento do parto, o que nos tem permitido apostar em mais tratamentos desta natureza.
A Prof.ª Doutora María Victoria Mateos, diretora da Unidade de Mieloma do Hospital Universitário de Salamanca e membro do Grupo Espanhol de Mieloma (GEM-PETHEMA), partilha com o My Hematologia um artigo de opinião sobre o facto das terapias orais para mieloma múltiplo (MM) continuarem válidas no contexto da pandemia da COVID-19. Leia o artigo da especialista na íntegra.
Em 2019, as pessoas com hemofilia e outras coagulopatias congénitas em Portugal têm acesso aos medicamentos mais avançados para a gestão da sua patologia, tanto ao nível on demand, como ao nível de profilaxia. No entanto, ao nível da personalização do tratamento, ou seja, na adaptação das doses a infundir em termos profilácticos a cada pessoa, ainda se verificam algumas lacunas.
O Dia Mundial das Doenças Raras assinala-se no último dia de fevereiro de cada ano, tendo como principal objetivo sensibilizar a população para o impacto destas doenças na vida das pessoas afetadas. Uma doença rara, também conhecida como doença órfã, é qualquer doença que afeta uma pequena percentagem da população.
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma entidade que inclui a trombose venosa profunda e a sua maior complicação, a embolia pulmonar. Na trombose venosa profunda forma-se um trombo (coágulo de sangue) numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. A maioria dos trombos ocorre na coxa ou na perna, mas também podem acontecer no braço ou noutras partes do corpo.
O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia rara mas, atualmente, altamente curável. A sua incidência anual é de dois/três por 100 mil pessoas na Europa e na América do Norte, mas a sua mortalidade anual é de apenas 0,4 por 100 mil. Apresenta uma distribuição etária bimodal, com o primeiro pico nos adolescentes e jovens adultos e o segundo após os 55 anos.
A transplantação de células hematopoiéticas (TCH) é largamente utilizada no tratamento de doenças hemato-oncológicas e de outras situações hematológicas de natureza não oncológica.
A leucemia aguda linfoblástica (LAL) é a neoplasia mais comum da idade pediátrica – seis mil casos por ano, constituindo um terço das neoplasias da criança. No entanto, esta patologia também atinge os adultos, sendo a sua incidência de aproximadamente 48 mil casos por ano. Em Portugal é de 60 a 75 casos por ano. O pico de incidência é entre os dois e os cinco anos de idade. Contudo, é uma patologia rara na criança.
O mieloma é uma doença relativamente rara, basicamente incurável, com cerca de 500 casos novos/ano em Portugal. Ligeiramente mais frequente nas mulheres do que em homens, é uma gamapatia monoclonal, situada no espectro das doenças linfoproliferativas. É, por excelência, a doença maligna dos linfócitos B produtores de anticorpos, denominados de plasmócitos. Assim, é uma doença com características de linfoma e leucemia linfocítica crónica, com agressividade variável e clínica diversificada.
O tromboembolismo venoso (TEV), entidade que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), constitui uma das três principais causas de morte cardiovascular no mundo. Trata-se, genericamente, de uma situação clínica provocada pela formação de coágulos no sistema venoso (habitualmente dos membros inferiores) que provocam a sua obstrução (TVP) e, em cerca de 25-50% dos casos, a sua posterior fragmentação e progressão (embolização) para o sistema arterial pulmonar (EP).



