Entrevistas
Em entrevista à News Farma, Rui Bergantim, especialista em Hematologia na ULS de São João, destaca os principais avanços científicos apresentados no congresso da International Myeloma Society (IMS) e analisa os desafios que persistem, nomeadamente o acesso às terapias avançadas em Portugal, a necessidade de redes de referenciação eficazes e a integração de equipas multidisciplinares especializadas. O hematologista sublinha ainda a transição para uma verdadeira Medicina personalizada, e garante que o futuro passa por transformar a eficácia alcançada nos ensaios clínicos em acesso real e equitativo para todos os doentes portugueses. Leia a entrevista.
O congresso anual da International Myeloma Society (IMS) voltou a afirmar-se como o epicentro mundial da inovação em mieloma múltiplo. Em entrevista à News Farma, Adriana Roque, especialista em Hematologia, na ULS de Coimbra, sublinha que esta edição trouxe dados de grande relevância clínica, com implicações diretas tanto para a prática atual como para o desenho de terapias futuras. “Vivemos um momento extraordinário (e simultaneamente desafiante) em que as novas terapêuticas prometem transformar o mieloma múltiplo numa doença crónica, com remissões prolongadas e, possivelmente, potencial de cura”, reflete. Leia a entrevista.
Na 6ª Edição das Jornadas da Associação Portuguesa contra a Leucemia (APCL), que decorreram a 26 de novembro na Fundação Champalimaud, Manuel Abecassis destacou o papel único destes encontros na promoção da proximidade entre doentes, cuidadores e profissionais de saúde. Veja a entrevista com o presidente da APCL.
Na 6.ª edição das Jornadas da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), doentes, cuidadores e profissionais de saúde reúnem-se, a 22 de novembro, num ambiente de partilha, conhecimento e proximidade. Lara Cunha, diretora da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), sublinha o crescimento e a maturidade destas Jornadas, destaca os temas centrais desta edição, da inovação terapêutica aos cuidados de suporte, e reflete sobre o papel da Associação na construção de soluções para quem vive com cancro de sangue. Leia a entrevista.
Numa entrevista sobre o percurso da BeOne Medicines, Cristina García Medinilla, Head of Iberia, destacou o modelo de investigação da empresa como o principal fator de diferenciação. Com uma grande equipa de investigação própria, a BeOne adota uma abordagem direta, sem recorrer a terceiros, para realizar ensaios clínicos. A empresa foca-se em atuar de forma ágil para reduzir o tempo entre a investigação laboratorial e a chegada do tratamento aos doentes. Assista ao vídeo.
A introdução das terapias celulares em Portugal traz esperança, mas também desafios complexos para os doentes oncológicos. Em entrevista, a hematologista Maria Gomes da Silva do IPO de Lisboa comentou a importância da iniciativa SHARP, que propõe uma agenda estratégica para ultrapassar esses obstáculos e garantir que os doentes oncológicos tenham acesso equitativo a terapêuticas inovadoras, nomeadamente no contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A especialista salientou que “capacitarmos os centros em termos de recursos humanos, infraestruturas e organização é essencial” para que cada doente possa receber tratamento inovador com segurança e rapidez, sublinhando a importância de garantir que os custos não atrasem o acesso às terapêuticas através da identificação de modelos de financiamento uniformes em diferentes instituições. Veja o seu depoimento.
Daniela Martins, coordenadora do Setor de Farmácia de Ambulatório do Serviço de Gestão Técnico-Farmacêutica, na ULS de Santa Maria, comenta o impacto e relevância da integração do farmacêutico hospitalar na equipa multidisciplinar de Hematologia. “O envolvimento do farmacêutico hospitalar na equipa multidisciplinar de Hematologia tem-se revelado determinante para a promoção da correta utilização dos medicamentos, contribuindo para a otimização da sua eficácia e minimizando os efeitos adversos”, reflete. Assista à entrevista.
A sessão dedicada ao “Transplante de medula óssea e terapias celulares” destacou o dinamismo e a rápida evolução desta área, abordando temas que vão desde o transplante em idade avançada até à utilização académica de CAR-T, passando pela vacinação pós-terapias celulares. Eduardo Espada, especialista em Hematologia na ULS de Santa Maria, foi um dos moderadores da sessão, que decorreu durante a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia, e refletiu sobre as principais mensagens a reter das três apresentações, que mostram como o futuro da Hematologia passa, cada vez mais, pela integração entre inovação e prática clínica. Assista à entrevista.
A sessão educacional I intitulada de “Doenças Linfóides” contou com a moderação de Ana Luísa Martins, especialista em Hematologia na ULS de São José, durante a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia. A sessão abordou três tipos de linfomas raros, promovendo uma atualização essencial sobre diagnóstico, tratamento e novas terapias em investigação. Ao reunir especialistas nacionais e internacionais, a sessão destacou a importância de manter a literacia clínica também nestas patologias menos frequentes, mas de elevada complexidade. Assista à entrevista.
A sessão, que decorreu durante a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia, dedicada à “Terapêutica na mielofibrose” contou com a moderação de Emília Cortesão, especialista em Hematologia, na ULS de Coimbra, que destacou os progressos recentes. “Trata-se de uma doença com pouca incidência, mas grave, e estas novidades não são ainda o ideal, mas representam um grande avanço, sobretudo na sintomatologia dos doentes”, explicou. Assista à entrevista.




