Entrevistas
A convite da My Hematologia, a Dr.ª Daniela Alves, hematologista no Centro Hospitalar e Universitário Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria, comentou os dados mais relevantes desta atualização, com especial destaque na maturidade da curva de sobrevivência global dos doentes tratados com venetoclax + rituximab, diferença significativa do tempo até próximo tratamento e a cinética da doença residual mensurável mesmo nos doentes de alto risco. Por fim, realçou os dados de sequenciação terapêutica após venetoclax, mostrando a confiança na sua utilização em 2.ª linha.
“As primeiras publicações que surgiram sobre a COVID-19 reportavam a ocorrência de alterações da coagulação associadas à SARS-CoV-2, mencionando principalmente um aumento dos D-dímeros (janeiro/2020). Subsequentes publicações revelaram adicionalmente um aumento do fibrinogénio e de parâmetros inflamatórios, como PCR, ferritina e outros. Foram ainda identificados casos de COVID-19 associados a doença tromboembólica.” Esta afirmação foi proferida pela Prof.ª Doutora Eugénia Cruz, imunohemoterapeuta do Centro de Coagulopatias Congénias do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP), que comentou a sessão “Trombose e COVID-19”, integrada no programa do EAHAD 2021.
“Surgical Experience on Patients With Bleeding Disorders In Hospital De Braga” foi o título do e-poster, trazido a esta edição virtual do EAHAD 2021 pela Dr.ª Joana Curvelo Cabral. Em declarações à My Hematologia, a interna de formação específica de Imunohemoterapia no Hospital de Braga resume o conteúdo deste trabalho.
“Advancing prophylaxis in times of uncertainty: From rFVIII to gene therapy” foi o título do simpósio realizado pela Bayer a 3 de fevereiro, integrado no congreso da EAHAD 2021. Em entrevista à My Hematologia, o Dr. Ramón Salvado comentou os diferentes tópicos debatidos no simpósio.
No rescaldo do EAHAD 2021, o Dr. Ramon Salvado, coordenador do Centro de Referência de Coagulopatias Congénitas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), comentou a sessão “Spotlight on Joint Health in Haemorrhagic Diseases”, promovida pela Takeda no dia 2 de fevereiro. Em entrevista à My Hematologia, o especialista considerou que “tanto a dose administrada como o intervalo entre as administrações [de FVIII] devem ser individualizados e apoiados em estudos de farmacocinética”. De acordo com o especialista, esta estratégia “depende fundamentalmente do estilo de vida, da atividade física e do fenótipo hemorrágico da pessoa com hemofilia”.
O aparecimento de novos fármacos ou a revitalização de agentes já usados na leucemia mieloide aguda (LMA) foi o mote de uma palestra, protagonizada pela Prof.ª Doutora Emília Cortesão, hematologista no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), incluída no programa do dia 17 de novembro da Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), que decorreu entre os dias 16 e 20 de novembro, num formato exclusivamente online.
“Role of novel therapies in joint health in haemophilia: how to monitor” foi o tema da apresentação protagonizada pela Dr.ª Roberta Gualtierotti, inserida na sessão 2, intitulada “Novel therapies in haemophilia”. A especialista em Medicina Interna no Angelo Bianchi Bonomi Haemophilia and Thrombosis Center, em Milão, em Itália, concedeu uma entrevista à My Hematologia, onde sintetizou as principais mensagens da sua comunicação, integrada no programa do dia 4 de fevereiro do Congresso da EAHAD 2021.
“Profilaxia na hemofilia” foi o tema da palestra da Prof.ª Doutora Marilyn Manco-Johnson, da Universidade do Colorado, integrada na sessão “Aerosenius Lecture” que decorreu no dia 5 de fevereiro. O conteúdo desta sessão foi comentado pela Prof.ª Doutora Eugénia Cruz, imunohemoterapeuta do Centro de Coagulopatias Congénias do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP). Assista ao vídeo.
A terceira versão das “WFH Guidelines for the Management of Hemophilia”, publicada em agosto de 2020 no Haemophilia, propõe uma definição mais abrangente de profilaxia na hemofilia, com base no aparecimento de novas terapêuticas hemostáticas, nomeadamente emicizumab (agente mimético do FVIII), uma opção atualmente disponível na prática clínica para os casos de hemofilia A com e sem inibidores. A experiência com emicizumab na prática clínica foi o tema de conversa entre a My Hematologia e o Prof. Doutor Cedric Hermans, diretor da Divisão de Hematologia na Unidade de Trombose e Hemostase e do Centro de Hemofilia no Saint-Luc University Hospital, na Bélgica. Assista às declarações deste especialista no vídeo que se segue.
A sessão 5, intitulada “Covid-19 and Haemostasis”, que decorreu no dia 4 de fevereiro, contou com a preleção do Dr. Victor Jimenez Juste, do Hospital Universitario La Paz, em Madrid. Esta apresentação foi a base de um comentário da Dr.ª Catarina Correia, interna de 4.º ano de Imunohemoterapia no CHLN/Hospital de Santa Maria, registado no vídeo.



