Opinião

Um cancro do sangue raro, mas que mata em silêncio
Dr.ª Helena Figueira Martins, assistente hospitalar de Hematologia, Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula Óssea do Hospital de Santa Maria
12 Abr. 2021

O mieloma múltiplo (MM) é uma doença maligna da medula óssea em que a célula afectada é o plasmócito, uma célula produzida pela medula óssea, pertencente à família dos linfócitos, responsáveis pela defesa do organismo através das imunoglobulinas. A hiperproliferação destas células leva à infiltração da medula óssea e impede o desenvolvimento de outros elementos normais do sangue, inclusive, anticorpos normais através da proliferação de imunoglobulinas clonais ou de um só tipo.

O inegável potencial terapêutico das células estaminais: Que passos dar no futuro?
Prof. Doutor Luís Madero
18 Jan. 2021

Espanha realiza atualmente mais transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical do que Portugal. Isto acontece essencialmente por duas razões: em Espanha, existe já uma vasta aposta na investigação desta área e na aplicação destas células com potencial terapêutico para diversas patologias; mais amostras de sangue do cordão são crio preservadas, naturalmente devido ao tamanho da população espanhola, mas também porque já foi feito um longo trabalho de explicação aos pais sobre as vantagens da criopreservação das células estaminais dos seus bebés no momento do parto, o que nos tem permitido apostar em mais tratamentos desta natureza.

O valor das terapias orais nos doentes com mieloma múltiplo no contexto da COVID-19
Prof.ª Doutora María Victoria Mateos
05 Jun. 2020

A Prof.ª Doutora María Victoria Mateos, diretora da Unidade de Mieloma do Hospital Universitário de Salamanca e membro do Grupo Espanhol de Mieloma (GEM-PETHEMA), partilha com o My Hematologia um artigo de opinião sobre o facto das terapias orais para mieloma múltiplo (MM) continuarem válidas no contexto da pandemia da COVID-19. Leia o artigo da especialista na íntegra.

Hemofilia em Portugal: doentes têm acesso aos medicamentos mais avançados
Dr. Miguel Crato, presidente da direção da Associação Portuguesa de Hemofilia e outras Coagulopatias Congénitas Membro do Steering Committee do Consórcio Europeu de Hemofilia
26 Abr. 2019

Em 2019, as pessoas com hemofilia e outras coagulopatias congénitas em Portugal têm acesso aos medicamentos mais avançados para a gestão da sua patologia, tanto ao nível on demand, como ao nível de profilaxia. No entanto, ao nível da personalização do tratamento, ou seja, na adaptação das doses a infundir em termos profilácticos a cada pessoa, ainda se verificam algumas lacunas.

Doenças raras do sangue no centro das atenções
Prof.ª Doutora Isabel Leal Barbosa, presidente da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas
04 Mar. 2019

O Dia Mundial das Doenças Raras assinala-se no último dia de fevereiro de cada ano, tendo como principal objetivo sensibilizar a população para o impacto destas doenças na vida das pessoas afetadas. Uma doença rara, também conhecida como doença órfã, é qualquer doença que afeta uma pequena percentagem da população.

 

A importância do TEV para os doentes com cancro
Dr. Miguel Barbosa, oncologista do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e membro do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT)
22 Out. 2018

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma entidade que inclui a trombose venosa profunda e a sua maior complicação, a embolia pulmonar. Na trombose venosa profunda forma-se um trombo (coágulo de sangue) numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. A maioria dos trombos ocorre na coxa ou na perna, mas também podem acontecer no braço ou noutras partes do corpo.

 

Linfoma de Hodgkin: neoplasia rara mas altamente curável
Prof. Doutor Herlander Marques, oncologista no Hospital de Braga e investigador no Centro Clínico Académico
24 Set. 2018

O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia rara mas, atualmente, altamente curável. A sua incidência anual é de dois/três por 100 mil pessoas na Europa e na América do Norte, mas a sua mortalidade anual é de apenas 0,4 por 100 mil. Apresenta uma distribuição etária bimodal, com o primeiro pico nos adolescentes e jovens adultos e o segundo após os 55 anos.

 

Transplantação de medula óssea e infeção por citomegalovírus
Prof. Doutor Manuel Abecasis, diretor do Departamento de Hematologia do IPO de Lisboa
24 Set. 2018

A transplantação de células hematopoiéticas (TCH) é largamente utilizada no tratamento de doenças hemato-oncológicas e de outras situações hematológicas de natureza não oncológica.

 

Leucemia aguda linfoblástica na criança
Vítor Costa, assistente graduado de Pediatria com a subespecialidade de Oncologia Pediátrica
05 Abr. 2018

A leucemia aguda linfoblástica (LAL) é a neoplasia mais comum da idade pediátrica – seis mil casos por ano, constituindo um terço das neoplasias da criança. No entanto, esta patologia também atinge os adultos, sendo a sua incidência de aproximadamente 48 mil casos por ano. Em Portugal é de 60 a 75 casos por ano. O pico de incidência é entre os dois e os cinco anos de idade. Contudo, é uma patologia rara na criança.

Mieloma múltiplo: identificação precoce dá aos doentes oportunidade de maior sobrevivência
Dr. Fernando Leal da Costa, IPO de Lisboa
04 Dez. 2017

O mieloma é uma doença relativamente rara, basicamente incurável, com cerca de 500 casos novos/ano em Portugal. Ligeiramente mais frequente nas mulheres do que em homens, é uma gamapatia monoclonal, situada no espectro das doenças linfoproliferativas. É, por excelência, a doença maligna dos linfócitos B produtores de anticorpos, denominados de plasmócitos. Assim, é uma doença com características de linfoma e leucemia linfocítica crónica, com agressividade variável e clínica diversificada.

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Hematologia e Oncologia, 27, setembro 2019

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