Atualidade
Um estudo recentemente publicado na revista científica Aging and Disease mostra que as células estaminais mesenquimais (MSC) apresentam potencial para tratar o covid-19. As MSC têm sido amplamente testadas em terapia celular para o tratamento de várias doenças e a segurança e eficácia da sua administração foram já documentadas em muitos ensaios clínicos, especialmente em doenças inflamatórias com envolvimento do sistema imunitário.
A Pfizer está a promover bolsas de investigação no valor de 250 mil dólares, inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG). As submissões consideradas para financiamento deverão ser focadas em projetos de investigação em três áreas relacionadas com a hemofilia.
O Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (CHMP) atribuiu opinião positiva para o isatuximab, recomendando a sua utilização em combinação com pomalidomida e dexametasona (pom-dex) para tratar adultos com mieloma múltiplo recidivante e refratário (MMRR) submetidos, pelo menos, a dois tratamentos anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, que demonstraram progressão da doença no último tratamento.
A Society for the Advancement of Blood Management (SABM) realçou a importância da gestão de sangue do doente em tempos de pandemia, onde as doações e o fornecimento de sangue se tornam mais escassos. No documento emitido, a entidade salientou ainda que “os princípios de gestão de sangue do doente são aplicáveis e necessários na prática quotidiana, e talvez ainda mais durante este período difícil”.
Apesar dos alertas sobre as baixas reservas de sangue nas unidades hospitalares, o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) suspendeu, no passado dia 12 de março, oito sessões de colheita de sangue de modo a respeitar os conselhos de saúde face ao novo coronavírus. O instituto do sangue adianta que “todos os potenciais dadores vão ser convidados a dirigir-se a outras sessões de colheita próximas ou a realizar agendamento prévio para a dádiva de sangue nos postos fixos de colheita, preferencialmente com hora marcada”.
Num ensaio clínico recente, publicado na revista científica The Lancet Haematology, a transplantação com sangue do cordão umbilical expandido em laboratório resultou numa elevada taxa de sobrevivência e reduzida incidência de complicações pós-transplante em doentes oncológicos de alto risco.
A terapia celular é, atualmente, considerada uma das possíveis alternativas a adotar para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). A utilização de células estaminais mesenquimais (MSC) em contexto experimental tem alcançado resultados promissores no tratamento de várias doenças. Estas células podem ser obtidas, por exemplo, a partir de tecido do cordão umbilical, medula óssea e tecido adiposo. Um estudo pioneiro publicado recentemente utilizou células estaminais do cordão umbilical para tratar DPOC.
A Takeda iniciou o desenvolvimento de uma globulina hiperimune policlonal anti-SARS-CoV-2 (H-IG) para tratar pessoas de alto risco com covid-19, enquanto está a estudar se os medicamentos que atualmente comercializa e tem em pipeline podem ser eficazes para doentes infectados. O SARS-CoV-2 é o vírus que causa o covid-19.
Estão a decorrer as candidaturas à 2.ª edição da bolsa Building Future Knowledge in mature B cell malignacies, uma iniciativa da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com apoio da biofarmacêutica Gilead Sciences.
Está a decorrer o processo de pedido de submissão de propostas a um Programa Competitivo de Grants promovido pela Pfizer, no valor de 400 mil dólares. As submissões consideradas para financiamento deverão ser focadas no desenvolvimento de atividades educacionais acreditadas na área de Oncologia/Hematologia, nomeadamente leucemia mieloide crónica (LMC). Os projetos deverão ser submetidos até dia 7 de abril de 2020.



