Atualidade
A imunohistoquímica de p53 (IHC) pode ser um método útil e atempado para a caracterização precoce das síndromes mielodisplásicas (MDS) e da leucemia mieloide aguda (LMA) com mutação TP53, de acordo com os resultados de um estudo publicado na Cancer.
O congresso da European Hematology Association 2025 (EHA2025) contou com uma sessão dedicada ao tratamento de suporte em doentes com cancro hematológico, em Milão. A qualidade de vida relacionada com a saúde e o impacto da transfusão de eritrócitos em doentes com síndromes mielodisplásicas de baixo risco foram abordados por Marlijn Hoeks, do Radboud University Medical Centre (Países Baixos).
O jornal Lancet Haematology publicou uma série de três artigos em que os autores descrevem a saúde sexual em doentes com malignidades hematológicas. A saúde sexual é uma parte importante da qualidade de vida e é, provavelmente, afetada de forma negativa após o diagnóstico de doenças malignas hematológicas.
Um estudo publicado na Nature Cell Biology revelou que a diversidade das células estaminais do sangue é definida muito cedo no desenvolvimento embrionário. Em testes com peixes-zebra, a equipa mostrou que o microRNA (miR) 128 desempenha um papel crucial neste processo, influenciando quais linhagens sanguíneas — eritroides ou linfoides — serão privilegiadas, com impacto que perdura até à idade adulta.
Inibidor de BTK não covalente (reversível) apresentou resultados positivos no estudo de Fase 3 BRUIN CLL-314 por comparação com outro inibidor de BTK em 650 doentes com leucemia linfocítica crônica (LLC) ou linfoma linfocítico de pequenas células (LLP), incluindo doentes nunca tratados e previamente tratados, mas sem exposição a inibidores de BTK.
Inibidor de BCL2 de nova geração em investigação mostrou resultados positivos em doentes com linfoma de células do manto em recaída ou refratários, alcançando respostas clinicamente relevantes numa população com opções terapêuticas limitadas e com elevadas necessidades médicas não satisfeitas.
As hematologistas Diana Viegas, do IPO de Lisboa, e Sara Duarte, da ULS de Coimbra, juntam-se no webinar, com o apoio da SOBI, “Conversas em Linfoma”, com o intuito de abordarem o panorama atual da doença em Portugal, bem como as opções terapêuticas disponíveis para os doentes com linfoma difuso de grandes células B recaído/refratário (R/R).
A GSK recebeu autorização, pela União Europeia (UE), da introdução no mercado de uma terapêutica para o tratamento do mieloma múltiplo. A aprovação baseou-se nos resultados de eficácia superiores demonstrados nos ensaios clínicos de fase III DREAMM-7 e DREAMM-8 no mieloma múltiplo recidivante ou refratário.
Encontra-se aberto o concurso para atribuição de bolsas de apoio a estágios em Terapia Celular 2025/2026, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH) em colaboração com a Gilead. Serão atribuídos 15 mil euros, correspondendo a um valor máximo de 7500 euros por bolsa.
É com o objetivo central de melhorar o diagnóstico/prognóstico e, consequentemente, o tratamento de leucemias/linfomas de células T maduras que está em curso o projeto europeu Interrogation of the immune-microenvironment of T-cell malignancies (ImmuneT-ME), que conta com a participação da Universidade de Coimbra (UC).




